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Estudo Bíblico Observando As Profecias Através Da Bíblia



Resumo

Este artigo tem como objetivo trazer luz sobre as questões das Profecias segundo o que versa os Textos Bíblicos. Serão apresentados estudos sobre o significado do termo profecia, sua utilização na Bíblia, no Antigo e Novo Testamento, qual o objetivo das Profecias, como interpreta-las, como podemos discernir falsas profecias de profecias de fato bíblicas.   Este artigo não tem a pretensão de exaurir o tema, mas apenas trazer orientações para ajudar os leitores a identificar profecias que de fato estão dentro do contexto bíblica.

Palavras Chaves:  Profecias, Profetas, Falsos Profetas, anunciar, proclamar, mensagem, portador, utilização, significado, objetivo e discernimento.


.       Introdução:


Vivenciamos tempos de ampla difusão da comunicação através de mídias sociais e dos veículos da internet.  Infelizmente muitos tem comunicado falsas notícias, as famosas “Fake News”, assim também acontece com a Palavra de Deus, onde muitos distorcem, manipulam textos bíblicos, profecias e testemunhos com a finalidade que lhes convém.

Isto tem ocorrido com maior incidência atualmente, devido ao recente crescimento da Igreja Evangélica no mundo e em especial aqui no Brasil. As igrejas Evangélicas obtiveram um crescimento exponencial no Brasil nos últimos 20 anos, trazendo uma série de novas denominações, de doutrinas e de novas interpretações bíblicas. Essa onda crescente se dá juntamente com o desenvolvimento tecnológico, que trouxeram as facilidades de produção e disseminação de informações por quaisquer que possuir um dispositivo, acesso a internet e uma conta em qualquer rede social existente.

A velocidade e facilidade que a comunicação é disseminada, com essas novas tecnologias, trouxeram grandes benefícios, mas também sérios problemas a comunidade evangélica. As falsas doutrinas e as inúmeras falsas profecias, inundaram a igreja brasileira com uma motivação mística, econômica e de falso crescimento espiritual. Esses problemas têm atrapalhado bastante a prática ortodoxa do verdadeiro Evangelho de Cristo dentro do seio da Igreja.

A motivação para escrever esse artigo foi derivada de uma série de questionamentos que tenho recebido por mensagens e de uma observação mais próxima em nossa comunidade de pessoas que estão desesperadas, perdidas e enganadas por falsas profecias e doutrinas que estão circulando na internet e também no âmbito das igrejas brasileiras.


2.       Significado de Profecia na Bíblia:

O termo profecia é derivado no hebraico de Profeta nabi, aquele que anuncia, declarador e por extensão, aquele que anuncia a mensagem de Deus.  Os termos roeh e hozeh, também são utilizados no texto bíblico como profeta, mas que ambos têm como significado: aquele que vê, ou seja, vidente. Observamos esse termo nabi pela primeira vez no texto bíblico em Gênesis 20:7 quando Abraão é denominado como profeta.  Por mais de 300 vezes o termo Nabi é utilizado no Antigo Testamento.  Um outro título que também era aplicado aos profetas era o de homem de Deus.  O termo roeh aparece cerca de 12 vezes no Antigo Testamento, alguns exemplos: (1Sm 9:11,18,19; 2Sm 15:27; 1Cr 9:22).  Também o termo hozeh, aparece por cerca de 19 vezes no Antigo Testamento, Exemplo: (1Cr 21:9; 25:5; 29:29; 2Cr 9:29; 12:2; 2Sm 24:11), ainda existem outros termos como atalaia (sophim) no hebraico e pastor.

No Novo testamento o termo utilizado para Profecia é propheteía, essa palavra é utilizada 19 vezes no Novo Testamento, exemplos: (Mat 13:14; Rom 12:6; 1Cor 12:10; 1Tes 5:20). Esse termo derivado do grego, língua a qual o novo testamento foi escrito; conota o significado de:  alguém que fala por outrem, ou em favor de alguém. Os profetas eram os porta vozes de Deus, aqueles que falavam a mensagem de Deus para o povo, eles eram o elo essencial da mensagem de Deus para a humanidade.

Devemos fazer uma distinção do “Dom de profecias”, o “ato profético” ou “ação profética”, do ofício de Profeta descrito na Palavra de Deus. O profeta como oficio é colocado como líder espiritual, com atividades como:  ensino, aconselhamento e como apascentador de ovelhas.  O dom de profecias, a ação profética e o ato profético, estão relacionados a uma ação temporária específica, pronunciar algo a qual Deus mandou, como por exemplo a passagem a qual o Rei Saul profetizou entre os profetas: “O Espírito do Deus se apossou de Saul e ele profetizou no meio deles” (1Sm 10.10) . Aqui observamos que a Ação do Espírito Santo de Deus sobre a vida de Saul foi temporária e sobrenatural, Saul profetizou, ou seja, ele anuncia a mensagem enviada por Deus no meio de Profetas por Ofício.  Esse tipo de ação é também é similar à do Dom de profecias, onde através da ação sobrenatural do Espírito Santo de Deus o indivíduo se torna instrumento de Deus para proclamar a mensagem que Ele quer para aquela pessoa em específico, ou para uma comunidade.

3.       Utilização da Profecia na Bíblia:

Nos textos bíblicos, observamos as finalidades das profecias, tanto específicas como gerais. Conforme já citamos acima, o ofício de profeta se distingue da ação, ou dom de profecias. O ofício de profeta na Bíblia é de extrema importância e cumpriu um dos principais papéis no desenvolvimento da história de Israel no AT e da Igreja no NT.  O primeiro a ser denominado profeta nos textos bíblico foi Abraão (Gn 20:7), já Moisés seria o primeiro profeta nacional de Israel.
No Antigo Testamento dentro do povo Hebreu o profeta era de suma importância, pois eles eram os Embaixadores de Deus (YHWH), representantes legais da ação de Deus sobre Israel. Para o povo Hebreu Deus é quem chama e prepara os profetas, observamos em vários exemplos como o chamado de Moisés; Chamado de Isaias e Jeremias, (Ex 3:1-4:17; Is 6; Jr 1:  4-19).  O profeta é um espécie de protagonista na história de Israel, através das Palavras faladas e escritas dos profetas, a história do povo Hebreu é construída, por isso que o Profeta no AT teria que ser de Fato escolhido por Deus para exercer esse ofício, pois a responsabilidade em expressar e comunicar a vontade de Deus em palavras era extrema, ao ponto de Deus matar aquele que pronunciasse algo diferente daquilo que Deus (YHWH) havia ordenado.

Mas o profeta que ousar falar em meu nome alguma coisa que não lhe ordenei, ou que falar em nome de outros deuses, terá que ser morto'. "Mas talvez vocês se perguntem: 'Como saberemos se uma mensagem não vem do Senhor?' Se o que o profeta proclamar em nome do Senhor não acontecer nem se cumprir, essa mensagem não vem do Senhor. Aquele profeta falou com presunção. Não tenham medo dele”. (Dt 18.20-22)


Existia toda uma ordem Profética, uma instituição onde profetas, sacerdotes eram líderes civis e religiosos. Eles foram exemplificados nas histórias de Moisés, Samuel, Elias, Isaías, Jeremias e outros profetas que exerciam funções de liderança, religiosa e política. Observamos as escolas dos profetas que surgiram nos dias de Samuel (1Sm 19:18,20; 2Reis 2:3,5), essas escolas deram maior poder e perpetuidade ao ofício de Profeta do Antigo Testamento.

Quando observamos no Novo Testamento, existe um ponto divisório do ofício de profeta para o dom de profecia. João Batista parece de fato ser esse modelo de ponto de divisão entre o Ofício de profeta citado no AT e os Novos Profetas que se evidenciam pelo “Dom de profecias” no Novo testamento. O modelo do profeta no Novo Testamento é traçado através da figura dos “Dons espirituais”, dessa maneira, não era uma nomeação eclesiástica como o ofício de profeta descrito no AT, mas sim uma ferramenta carismática que seria uma forma de capacitação espiritual para o exercício de alguma tarefa específica, ou missão que o Senhor havia determinado. Em 1Coríntios 12.28, Paulo faz uma relação de Dons que foram estabelecidos por Deus e eram utilizados na igreja, enumerando-os por ordem:

“A uns estabeleceu Deus na Igreja primeiramente, apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois operadores de milagres; depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas”. (1Cr 12.28)


Esse texto traz esse exemplo clássico de Profetas do NT, diretamente relacionados ao dom espiritual, mostrando essa diferença entre o Profeta do AT como ofício e o Profeta do NT como um dom, uma capacitação espiritual.  Também podemos observar como exemplo, que Judas e Silas, foram chamados de Profetas (At 14:4 e 15:32), tinham uma inspiração superior aos que falavam em línguas, segunda o texto de 1 Coríntios 14, que diz que quem fala em profecias edificaria a toda a igreja. Embora nem Judas e nem Silas, não tivessem exercido nenhum dom miraculoso.  O dom de profecias seria uma capacitação espiritual para o pronunciamento da mensagem de Deus, pois tanto Silas como Judas, foram grandes Mestres enviados por Deus que também predisseram o futuro com discernimento profético, mesmo sem relatos sobrenaturais.

Outro ponto a ser observado, nem sempre as profecias tinham necessariamente que prever o futuro, embora era comum que isso acontecesse.  A profecia no NT consiste muita mais em um pronunciamento inspirado pelo Espírito Santo do que uma predição do futuro.  O dom de profecia tem por objetivo consolar e edificar a igreja, além de ajudar a convencer os incrédulos sobre o Poder do Evangelho.  Como os outros Dons descritos na carta de Paulo aos Coríntios no capítulo 12, são ferramentas que capacitam os servos de Deus em tarefas específicas com a finalidade de edificar a Igreja, a comunidade, o corpo de Cristo.

4.       Objetivo das Profecias na Bíblia:

Quando começamos a estudar as profecias na Bíblia e seus profetas, observamos que todas as profecias tinham claras instruções, motivação e aplicações dentro da Soberana vontade de Deus, quer sejam elas específicas, gerais, coletivas ou individuais. Os profetas desde do AT e NT tinham como primeira característica a transformação de suas vidas, sendo mudados para outro homem.  “O Espírito do Senhor se apossará de ti, e profetizarás com eles e tu serás mudado em outro homem” (1Sm 10:6). Sendo revestidos de um poder espiritual para executarem as tarefas as quais o Senhor teria os chamados, conforme observamos no dia de Pentecostes e também como Paulo descreve a cerca dos Dons Espirituais no Capítulo 12 de 1 Coríntios.

No Antigo Testamento os Profetas eram tidos como “A boca de Deus”, mensageiros, anunciadores das mensagens de Deus, instrumentos chamados por Deus para exercer aquele Ofício.  As profecias no Antigo Testamento seguiam estreitamente a ação de Deus com o seu povo, observamos Abraão como o primeiro profeta citado na Bíblia (Gn 20:7), que foi chamado por Deus para ser o Patriarca da nação de Israel. Depois temos Moisés como profeta responsável por conduzir o povo de Israel no êxodo, trazendo a mensagem de Deus para o povo. Moisés instruiu, registrou as Palavras de Deus e guiou o povo. As profecias de Moisés foram registradas e se tornaram Lei de Deus para o seu povo. Em Samuel, temos o clássico ofício de profeta, que também além de entregarem as mensagens do Deus Altíssimo, eram líderes religiosos, responsáveis também na instrução do Povo. Samuel foi aquele que ungiu o primeiro Rei de Israel, inaugurando o período monárquico da história do Povo de Israel.  Posteriormente temos outros profetas a quais denominamos profetas Maiores e Menores, que eram mensageiros de Deus, trazendo ao povo as verdades de Deus através das suas mensagens proclamadas. Nessas profecias haviam predições futuras, exortações, instruções e anunciações.  Observamos que as profecias do Antigo Testamento cumpriam as ações de Deus na história do Povo, como anunciação dos cativeiros, chamado ao arrependimento e profecias messiânicas. Geralmente as profecias do AT eram anunciadas com o Termo inicial, “Assim diz o Senhor”, Exemplo:

Assim diz o Senhor: Quando caem os homens, não tornam a levantar? Quando alguém se desvia do caminho não tornar a voltar? Por que pois esse povo de Jerusalém se desvia, apostatando continuamente? Persiste no engano e não quer voltar. Eu escutei e ouvi; não falam o que é reto, ninguém há que se arrependa da sua maldade, dizendo: Que fiz eu? Cada um corre a sua carreira como um cavalo que arremete com ímpeto na batalha” (Jr 8.4-6)

No prisma do Novo Testamento, as profecias tinham o cunho de instrução, consolação e principalmente de edificação da igreja.  Os profetas descritos no NT estão ligados ao “Dom de Profecias”, como descrevemos acima, este dom seria uma ferramenta para ações específicas do Espírito Santo de Deus dentro da Igreja. Como no Antigo Testamento, as profecias do Novo Testamento tinham seus objetivos dentro da igreja, quer seja para uma predição futura individual, como no caso descrito no texto de Atos dos Apóstolos Capítulo 21 sobre a ida de Paulo a Jerusalém, ou coletiva como em textos como os de Apocalipse
:
Durante a nossa estada de vários dias, fomos visitados por um profeta chamado Ágabo, vindo da Judeia. 11 Dirigindo-se a nós, pegou no cinto de Paulo, amarrou os seus próprios pés e mãos com ele e disse: “Assim diz o Espírito Santo: ‘O homem a quem este cinto pertence será semelhantemente amarrado pelos judeus em Jerusalém e entregue aos gentios.” (At 21.10)

Observamos que Ágabo foi usado pelo Espírito Santo para trazer um acontecimento futuro a Paulo, Deus estava revelando o que aconteceria a Paulo naquela cidade, esse caso serviu de testemunho para a edificação de todos que estavam ali, pois reforçava de forma sobrenatural que Deus estava agindo na direção dos caminhos de Paulo e consequentemente de toda a Igreja.  Também observamos que nos textos do Novo Testamento, temos as Profecias gerais, como no caso do Livro de Apocalipse, onde o apóstolo João que não era profeta, mas sim Apóstolo, foi tomado pelo Espírito Santo e tendo uma série de visões e revelações, registro-as por escrito. Essas profecias foram inspiradas pelo Espírito Santo de Deus.  Este é um clássico exemplo de profecia geral através da ferramenta do Dom Espiritual de Deus ao apóstolo João.

Fica muito nítido que as profecias dentro da Bíblia, cumprem objetivos claros através da vontade de Deus para seu povo e para a igreja. Profecias que levem ao engrandecimento do ego do profeta, que tentam levar o povo para uma espécie de caos, que descumprem os parâmetros e preceitos bíblicos, ou que não cumpram os propósitos de edificação, da racionalidade, da instrução e da propagação do Evangelho, são temerárias e devem ser rejeitadas no âmbito da ortodoxia da igreja. 

5.       Como interpretar e discernir Profecias e Falsas profecias a luz da Bíblia:


 As falsas profecias e os falsos profetas, não são privilégio da nossa geração, elas já existem desde dos primórdios da história do povo Hebreu, temos registro bíblicos desde do pentateuco até os livros do Novo testamento.  O nosso objetivo aqui não é aprofundar-se na questão dos Falsos profetas, mas sim trazer a luz da bíblia, maneiras de auxiliar os irmãos a discernir as profecias que se enquadram na ortodoxia evangélica,  e mostrar profecias que não cumprem o objetivo bíblico, que são prejudicais a saúde da igreja e da comunidade cristã;  essas chamamos de Falsas profecias.  Esse tema será abordado de maneira mais profunda em um Estudo sobre falsos profetas, que faremos em breve.
Como já vimos nos pontos acima, as profecias devem cumprir objetivos e características, que nos são reveladas através dos escritos Bíblicos. Profecias que não cumprem as especificações bíblicas, devem ser rejeitadas no meio da igreja. Com intento de ajudar no discernimento vamos analisar o que a Bíblia nos ensina sobre a veracidade das profecias.  No texto de primeira João 4.13 diz: 
“Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantando no mundo”.
O texto nos exorta a provar se realmente aquela profecia provém de Deus, não devemos aceitar tudo sem uma análise prévia, sem uma verificação. Abaixo alguns pontos para facilitar a verificação das profecias: 

A pessoa que se intitula profeta, instrumento de Deus, falou algo que não se cumpriu. O Texto de Deuteronômio nos ensina isso:

“Porém o profeta que tiver a presunção de falar alguma palavra em meu nome, que eu não lhe tenha mandado falar, ou o que falar em nome de outros deuses, esse profeta morrerá. E, se disseres no teu coração: Como conhecerei a palavra que o Senhor não falou? Quando o profeta falar em nome do Senhor, e essa palavra não se cumprir, nem suceder assim; esta é palavra que o Senhor não falou; com soberba a falou aquele profeta; não tenhas temor dele” (Dt 18.20-22).

ü      A vida desse profeta, desse instrumento de Deus está dentro das prerrogativas de um verdadeiro servo do Senhor. Uma pessoa que proclama a Palavra de Deus, que é utilizado por Deus, não pode viver uma vida pregressa, distante dos mandamentos do Senhor, não pode viver em pecado, buscando somente fama e lucro. A Bíblia nos ensina que as trevas não se misturam com a luz, não se compactua Deus e uma vida de pecado.
 Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos?” (Mt 7.15-16)

ü  A profecia está centrada na Bíblia, o que foi dito contradiz os ensinamentos bíblicos?  Toda profecia deve estar de acordo com o ensinamento bíblico, não pode contradizer o que a suprema revelação de Deus aos homens ensina, não pode confundir quem a escuta.
 “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema.” (Gl 1.8-9)
 
Como vimos, existem pontos que devem ser analisados sobre as profecias e os profetas que falam hoje nas igrejas e demais meios de comunicação, Deus nos deu o intelecto, a Sua Palavra e o Espírito Santo, para que possamos de fato averiguar se uma profecia e uma doutrina provém de Deus. Não podemos perder nossa Fé em razão de qualquer profecia, ou palavra dita por alguém, pois o Senhor nos ensinou a discernir o que é Dele. O texto de Oséias diz que: “Meu povo perece por falta de conhecimento”, devemos buscar na Palavra de Deus o correto ensinamento e as verdades de Deus ´para nós, desse jeito não seremos levados por falsas profecias e nem por vãs doutrinas.

6.       Conclusão:

Observamos que de fato a difusão de falsas profecias e doutrinas no âmbito da igreja há muito é prejudicial a sã doutrina bíblica e tem afastado, destroçado e levado muitos a perdição, pois não estão buscando na Palavra de Deus as repostas e o caminho para viverem  o Evangelho de Cristo, muitos tem buscado no misticismo,  na fama dos homens e nas facilidades de um Evangelho preguiçoso e conveniente.

Para que de fato possamos discernir as profecias bíblicas e as falsas profecias, é necessário observar as características da profecia e seus objetivos a luz da bíblia. Ter  base bíblica, ter comunhão com Deus e buscar a orientação do Espírito Santo.  Nos pontos que abordamos ficou exposto como devemos analisar as profecias a luz da Bíblia, seus objetivos, suas aplicações e utilização para orientação, edificação, exortação e anunciação da vontade Deus a seus filhos. Somente com o aprofundamento dos estudos bíblicos e colocando a prova as profecias e os profetas, como orienta a Palavra de Deus, teremos êxito no discernimento daquilo que verdadeiramente provém de Deus e o que de fato deve ser rejeitado para a igreja e para o Cristão em si.

Autoria:     Pr. Marcos Mizael – IPDR Recife. 11/05/20.



Bibliografia:

ENCICLOPÉDIA DE BIBLIA TEOLOGIA E FILOSOFIA - Volume 2 D/G, 12ª edição, 2014.  R.N. Champlin, Ph.D.
ENCICLOPÉDIA DE BIBLIA TEOLOGIA E FILOSOFIA - Volume 5 D/G, 12ª edição, 2014.  R.N. Champlin, Ph.D.
DICIONÁRIO ENCICLOPÉDICO DA BÍBLIA, publicado sob a direção do Centro “informática e Bíblia” Abadia de Maredsous, tradução Ary e Pintarelli. São Paulo, Edições Loyola, Paulus: Paulinas, 2013.
BREVE DICIONÁRIO DE TEOLOGIA, Justo L. González. São Paulo: Hagnos, 2009.
BIBLIA DE ESTUDO MAC ARTHUR, sociedade Bíblica do Brasil, 2010.
COMENTÁRIO BÍBLICO VIDA NOVA, D.A. Carson, 1ª 2009, reimpressão 2012, Edições Vida Nova – São Paulo.

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