Eliminando o estresse na Família
INTRODUÇÃO
Nos
tempos atuais, estamos vivendo no ápice do estresse, esta palavra tem origem na
Inglaterra “stress”, que significa pressão, tensão ou insistência. No mundo (Kosmos),
vivemos uma verdadeira enxurrada de exigências e competências, para se tornar
alguém perante a sociedade é necessário está totalmente inserido neste contexto
de guerra mercadológica e social.
O
capitalismo ganhou evidencia e ferramentas para se buscar cada vez mais
produtividade, o que nos remete a ter que consumir mais para que a produção seja
absolvida pelo consumidor. Deste modo, o
ser humano se tornou uma máquina de produzir, trazendo sérias conseqüências
para a saúde física, mental e social.
A
família agora é totalmente atingida por este estilo de vida capitalista, onde a
exigência é levada ao extremo da capacidade humana, levando a um sacrifício intenso,
no âmbito, familiar e social. Todo este sacrifício leva a uma das coisas que
mais tem afetado nosso século; A crise Familiar. A crise familiar é um dos
fatores que mais tem causado danos no âmbito Cristão. O autor do livro: Como eliminar o Estresse na Família – Como
Agir em Tempos de Crises. J. Allan Peterson. Traz uma abordagem tópica para
lhe darmos com as eminentes crises que passaremos em nosso contexto atual. Veremos de forma resumida e em cima dos
tópicos expostos no citado livro.
DESENVOLVIMENTO
Conforme
observamos nestes últimos dias, a família tem sido alvo de constantes crises
em razão do nosso modo de viver. Porém, segundo o autor e escritor do livro em
questão, a crise familiar não deriva das tendências sociológicas, nem nas
estatísticas de divórcio, no movimento de liberação feminina, ou na mudança da
moralidade. É o acúmulo de problemas diuturnos não resolvidos. Partindo deste
pressuposto, o que devemos analisar são os efeitos das crises e como evitá-las,
passar por elas e superá-las.
O
livro inicia com a prerrogativa, que ter problemas é algo extremamente normal,
pelo que a Bíblia assim nos afirma que “No mundo teremos aflições” (João
16:33). Muitos acham que a vida do Crente deve ser apenas de gozo, livre de
problemas e cheia de realizações, quando isso foge da realidade achamos que
algo está errado. Muitas vezes culpamos os outros pelo o que acontece em nossas
vidas, nossos cônjuges, filhos, pais, sociedade, escola, Deus e a Igreja se
tornam “bodes expiatórios” das crises familiares.
Tiago
vai nos sugerir que os problemas e crises, são oportunidades de crescimento e
amadurecimento. Através da provação
chegamos à perseverança e a perseverança traz a esperança. Esta afirmação está
sendo substituída pela praticidade de uma formula ou filosofia que possa
assegurar filhos e famílias perfeitas. Esta perseguição utópica, virou uma
ideologia moderna que nos invade constantemente. Dentro da igreja atual, a família Cristã tem merecido
certo destaque, pois vivemos em meio a um secularismo invasivo, as ideologias e
conceitos mundanos começam a ser inserido nas igrejas, trazendo certas
doutrinas que afetam diretamente as famílias.
A primeira Família
A
palavra de Deus nos relata sobre a primeira família e sua primeira crise.
Através do pecado originado pela queda do Homem, Adão e Eva passam pela
primeira crise familiar, esta nos trouxe a maldição nas relações: Criação de
filhos, marido dominando suas esposas, a labuta do homem para trazer o sustento
familiar e por fim na confiança mútua entre homem e mulher. A partir deste ponto, o pecado começou a
demonstrar suas conseqüências e ações.
Segundo
a narrativa de Gênesis, Caim por causa da sua inveja mata Abel, esta crise tem
uma conseqüência desastrosa. Estes representam a primeira família na face da
terra, ou seja, conseqüentemente pelo pecado temos uma herança familiar com
crises iminentes. Isaque e Rebeca, iniciaram bem a sua vida familiar, mas caíram
em crise quando elegeram filhos prediletos. Samuel foi apresentado para
substituir os filhos de Eli, embora Eli aparentemente tivesse sido piedoso seus
filhos não seguiram o mesmo rumo. Observamos que desde Adão para frente às
famílias iniciam suas crises.
A Família Hodierna
Sabemos
que devido a todo o contexto social e todas as preocupações da Igreja com as
famílias cristãs, observamos que agora Igrejas e pessoas, estão engajadas em
ajudar as famílias em crise. Agora é comum as Igrejas terem ministério da
Família, departamento da família Cristã e outros grupos que surgiram
despertados por esta preocupação. Porém mesmo com certa evidencia e preocupação
ainda está muito longe de termos uma base de ensino familiar e um censo de
urgência precário. Estamos Focalizados nos temas em evidencia, tais como:
Divórcio, Homossexualismo, adultério, pornografia, incesto e abuso sexual. Mais
o que é significativo para minha e a sua família em relação a todos estes
problemas? Devemos buscar a prevenção destes assuntos e tendências que estão
invadindo as famílias e muitas vezes estão abalando os alicerces familiares.
Devemos
entender que nosso alicerce deve estar fundamentado na Rocha que é Cristo. Fortalecendo-nos
na FÈ e no Amor de Deus, para que através de sua palavra possamos nos prevenir
e suportar todas as possíveis crises que talvez enfrentaremos. Apesar de haver
tantas situações e circunstâncias que colocam a família em risco de crises
iminentes, alguns fatos são favoráveis, O General Mills American Family Report,
declarou que há uma atmosfera de otimismo e esperança entre os pais. A grande
maioria das famílias expressa satisfação e confiança na maneira como estão
resolvendo seus problemas no quociente de diversão e de lazer que tem com seus
filhos e na forma como a família trabalha em conjunto. Outro estudo realizado
pode surpreender muitos, segundo o Jornal Ladies Home, outubro de 1977, p. 125.
90% dos homens desejam se casar e na mesma pesquisa este estudo também relata
que a infidelidade masculina não aumentou, ou seja, permanece em mesma
proporção. Porém quero destacar aqui, um fator que infelizmente tem assombrado
as famílias, pois as mulheres agora estão sendo muito mais infiéis do que no
passado. Segundo uma recente pesquisa 47% das mulheres é infiel e cerca de 60%
dos homens também são infiéis. Porém se voltamos cerca de 50 anos atrás, esse
número era totalmente diferente. Segundo matéria publicada na revistas Isto é,
as mulheres na faixa etária entre 18 e 25 anos traem mais o marido do que as
mulheres de gerações anteriores, este número é assustador cerca 50% das
mulheres nesta faixa etária acima citada já tiveram algum envolvimento
extraconjugal, ao passo que as mulheres acima de 70 anos, só 22% admitiram ter
traído seus maridos. Isto mostra que a
independência feminina e as conquistas em direitos das mulheres trouxeram aquilo
que os homens já faziam de errado.
A
família Cristã também esta passando por um momento de grande mudança, devido à
secularização e a modernização das relações sociais, vivenciamos um processo
dinâmico e de mudança recordes em paradigmas e descoberta cientifica isto tem
também mudado nosso comportamento dentro das famílias, as redes sociais e a
conectividade também tem afetado o convívio familiar. As mulheres agora ocupam
espaço no mercado de trabalho e também nas obrigações de sustento da família. Hoje
podemos ver que estes papéis terminam se confundindo e às vezes criando sérios
problemas na família cristã.
Não
podemos deixar de entender que realmente a sociedade muda e a cultura também,
além das necessidades sociais, por outro lado a palavra do Senhor não muda e
não passa é sempre verdadeira e justa.
Mas entendemos que hoje devido ao modelo capitalista e das necessidades, se faz necessário para a sobrevivência o trabalho de ambos tanto do homem
quanto o da mulher, porém deixando claro que Deus ordenou ao homem que
sustentasse a casa através do suor de seu rosto (Gen. 3: 19). O ponto
importante é que a responsabilidade principal é do homem, porém devido a
necessidade a mulher poderá auxiliar neste papel. Muitas crises ocorrem quando
a mulher quer tomar o papel do homem na relação, o que acarreta em uma crise
conjugal, pois é da essência genealógica do homem. Ele tem essa necessidade de
tomar a direção da casa e das finanças, pois foi assim que Deus o quis. Segundo
o autor, é necessário que as famílias aprendam a superar estas crises e
amadurecer com elas.
Os primeiros Tempos do
Casamento
Muitos
falam que tudo no início são flores, que quando as coisas começam são sempre
melhores do que quando o tempo passa, porém para a verdade Bíblica não é assim
que funciona. Deus instituiu o casamento para ser permanente e indissolúvel;
“Por isso deixará o homem pai e mãe e se une a sua mulher tornando-se os dois um só carne” (Gen. 2:24), (MT 19: 3-12).
O casamento é uma benção e uma
instituição criada por Deus, para quem tem essa premisse, devemos na verdade
ser gratos por receber esta dádiva de Deus. Porém o que realmente acontece na
prática, é que as pessoas estão casando sem conhecer a verdadeira essência do
casamento. Na verdade devemos voltar um pouco mais, a relação deveria iniciar
no namoro, pois o significado da palavra namoro é espanhola e vem de enamorar, ou
seja, está conhecendo e trocando certos afetos com a pessoa a quem está interessado.
Com
a modernidade, as relações tomaram proporções totalmente errôneas e
depreciativas. As pessoas agora, se entregam sexualmente e não
sentimentalmente, pois o prazer sexual tomou o primeiro lugar dos desejos nas
relações entre homem e mulher. Devido a isto, a sociedade vive tantas
patologias, tais como: Gravidez na adolescência, promiscuidade, casamentos
prematuros e famílias desestruturadas. Porém a Bíblia nos ensina a entender que
esta relação de namoro, deve ser o momento de se conhecer o parceiro a quem se
deseja efetivar um casamento. O namoro deve trazer a iminente intenção de se
casar, este deve ser o pensamento do jovem cristão e está bem apresentado no
texto de (Fp 4.8):
“Quanto aos mais irmãos tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo tudo o que é puro tudo o que é amável tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai”.
Então o que realmente deveria acontecer é
que o namoro serve para realmente saber e conhecer se esta pessoa será seu
cônjuge ou não, se isto fosse uma prática comum, com certeza não teríamos
tantas separações divórcios e crises conjugais. Primeiro ponto é que a benção
de Deus estaria sobre esta relação, o segundo ponto é que quando conhecemos e
planejamos nossas atitudes a tendência de erro sempre será menor.
Muitos
estudos afirmam que um grande percentual dos divórcios ocorre nos primeiros
anos do casamento, o que especialistas estudam são os fatores os quais isto
acontece, segundo os eruditos no assunto os primeiros anos de convívio é
essencial para determinar sua duração. Quando não há o conhecimento mais
profundo do parceiro ou cônjuge com quem vai se dividir sua vida, podem surgir
muitas surpresas e muitas destas não positivas do ponto de vista da pessoa a qual
se queixa. Nos primeiros anos acontecem às
primeiras crises, que muitas vezes parece trivial é na verdade decisões
iniciais que vão ditar o novo modelo de vida de ambos. Se o casal não teve um
relacionamento anterior de conhecimento mútuo, será muito provável que essas
crises sejam com maior intensidade, assim também que se o casal não colocar
suas expectativas em Deus, essa tarefa poderá será muito mais difícil.
Cada
um entra no casamento com uma expectativa, mais cedo ou mais tarde descobre-se
que as expectativas não são plenamente compatíveis e que nenhum dos cônjuges
verá suas esperanças quanto ao casamento cumpridas. Assim dar início as
primeiras crises no casamento. Segundo o autor muito de nossas expectativas vem
dos nossos pais e são acumuladas através dos anos, pelo fato de observarmos o
casamento dos nossos pais. Hábitos e
padrões são estabelecidos tão cedo, que raramente se lhes dedica mais do que um
pensamento ligeiro.
Segundo
o citado no livro, deve-se estudar muito bem o casamento, principalmente dos
pais e dos pais de seu cônjuge, pois uma análise prática dos antecedentes de
sua família, comparada com os da família da sua noiva, revelará como as suas
expectativas e a educação deverá funcionar no seu casamento. Segundo o autor, a
dedicação é o ingrediente vital nas primeiras crises, pois só se dedicando a
conhecer essas diferenças, a conhecer melhor seu parceiro, dedicação a buscar a
Deus juntos e de se apegar as promessas feitas, mesmo quando as coisas não
estão funcionando como se esperava. Porém para que realmente esta dedicação
funcione, devemos confiar em Deus para que Ele recompense a paciência empregada
no processo. A segunda parte é agir construtivamente, isto significa sentarem-se
juntos e se abrirem em suas expectativas, encontrando sempre um ponto de
equilíbrio e uma solução adequada e direcionada por Deus. Outro aspecto de
muita relevância, é buscar o conselho de pessoas experientes e de confiança,
pessoas que já passaram suas crises e venceram.
Outro
ponto bem comum está relacionado aos parentes, existe uma celebre frase que
diz: “Não se casa apenas com seu cônjuge, se casa com os parentes também”.
Segundo comenta o livro; uma relação sadia será sempre a melhor opção, muitas
vezes é necessário abrir mão do orgulho, para dá o primeiro passo e construir
uma amizade entre os parentes. Mais um dos grandes motivos de crises são a
finança e a divisão das tarefas. A bíblia fala bastante sobre estas relações e
principalmente sobre o papel dos cônjuges, das responsabilidades paternas, de moralidade,
mas nada acerca do controle de natalidade.
Em
nenhum lugar a Bíblia indica que todos os homens e mulheres precisam se casar e
assumir as responsabilidades da procriação, nem ensina que o sexo no casamento é
só para procriação e qualquer interferência no processo é pecado. Segundo a
Bíblia declara o Homem é aquele que tem responsabilidade de comandar a família,
é sobre ele que cai toda a cobrança da parte de Deus, ele deve ser o mantenedor
do sustento da casa, da formação do caráter familiar, dos ensinamentos sobre
responsabilidades e conduta Cristã. Do homem também deve partir a orientação
sobre as coisas de Deus, ele deve doutrinar e estabelecer os momentos de
consagração da família. A mulher cabe o
cuidado do lar e dos filhos, porém devemos entender que hoje estas
responsabilidades se tornam compartilhadas.
Uma
grande questão também é sobre a sexualidade no início do casamento, Deus nos
criou como seres sexuais, macho e fêmea. Todos os seres humanos foram criados
com esta necessidade e desejos, nelas estão relacionados às emoções e sensações
para se satisfazerem no casamento. Nos
dias atuais de certa forma, esta comunicação dentro do casamento ficou mais
fácil, hoje este tema não tem tantas barreiras e preconceitos como há décadas
atrás. Esta comunicação deve ser estreitada entre os cônjuges, para que através
do diálogo possa se estabelecer melhor as relações e se obter um leito sem
mácula e puro (Hb 13.4), satisfazendo a Deus e a ambos. Muitos paradigmas e
conceitos foram mudados com a modernidade, porém devemos buscar a luz da
palavra o sexo sem defraudação (1COR 7.3-5).
Também
a sabido que o sexo foi feito para que o homem perpetuasse sua herança, Deus
mandou multiplicar e encher a terra, porém na atualidade não podemos ser
irresponsáveis, os filhos são bênçãos, desde que planejados e desejados, para
que tragam toda alegria e satisfação desta dádiva de Deus para os seres
humanos.
Com o Bebê, São Três
A
gravidez é algo por deveras complicado, é necessário que mulher e homem estejam
bem conscientes das mudanças e alterações que isto acarretará, tanto no
processo físico da mulher, quanto na rotina e nas finanças. Este é um momento
de extrema delicadeza, neste momento as expectativas e os planos para a chegada
do tão esperado herdeiro são imensas, porém muitos ficam decepcionados durante
este processo, pois não é tão maravilhosos quanto se espera.
O
autor fala que este é um processo por etapas: O primeiro passo é planejar e daí
começa a necessidade de se fazer amor com a primazia de gerar um filho. Nesta
etapa a cobrança pode ser às vezes muito assídua, além de gerar uma ansiedade
muito forte sobre a gravidez. Esta ansiedade pode gerar certas crises, que irão
afetar diretamente o casal. O próximo passo é a realidade da gravidez; quando o
fato realmente acontece, agora é a vez do planejamento familiar para a nova
chegada. Nesta etapa os sonhos e planos são iminentes e nessa fase poderão
acontecer outras crises relacionadas às expectativas e planos talvez
conflituosos entre entes familiares e os próprios cônjuges. É necessário
entender que as pessoas são distintas e cada um tem vontades e sonhos, porém
para os Cristãos esta esperança deve ser colocado primeiramente em Deus, pois
seguir a vontade de Deus sempre será o melhor caminho a seguir. Quando colocamos
nossas vontades e planos nas mãos de Deus o seu Espírito nos guia e direciona a
realizar os melhores planos e atitudes. “Pois os meus pensamentos não são os
pensamentos de vocês, nem os seus caminhos são os meus caminhos, declara o
Senhor”. (Is 55.8-9). Na próxima fase se
dar o tão esperado nascimento, a partir daqui as mudanças se tornam reais. As
rotinas mudam drasticamente, a privacidade acaba e a liberdade também, agora a
família começa a se adaptar a nova realidade neste momento. O autor nos alerta
a grande quantidade de decisões que devem ser tomadas até o nascimento do filho,
questões que envolvem desde presença no parto, até como será o parto, pois em
sua nova fase teremos muitas atividades e obrigações a cumprir. É fato que os
cônjuges devem estar cercados de pessoas que possam auxiliar-los nesta etapa,
muitas vezes a figura dos avôs é essencial para o casal enfrentar estas novas
crises. Um bom acompanhamento de pessoas íntimas e do circulo de confiança, um
acompanhamento Pastoral e do ministério da família da sua igreja.
As Melhores Razões São as
Pequenas
Segundo
o Autor, com o crescimento dos filhos novas crises são geradas, pois através do
conflito de gerações muito dos problemas são gerados. Nossos pais vivenciaram
um contexto social diferente do que vivenciamos e assim nossos filhos também
estarão inseridos em outro contexto social. O Dr. Brofenbrenner, falou acerca
dos perigos que vê no que chamou segregação de idades, precisamos tornar
possível que as crianças e os adultos interpenetrem os respectivos mundos.
Segundo alguns estudos, a igreja também tem uma parcela de culpa nisto, pois
nos últimos 30 anos tem criado vários programas que segregam as idades nas
classes de educação cristã. Neste aspecto temos muitas crises e conflitos entre
pais e filhos e principalmente quando se chega à adolescência. Esta talvez seja
um dos grandes mitos e dos temores dos pais, porém a Bíblia nos diz:
“Ensina o teu filho no caminho que deve andar, mesmo quando estiver velho não se desviará dele” (Pv. 22:6).
Deveríamos
criar nossos filhos os preparando para enfrentar a vida, mas muitas vezes
deixamos nossa obrigação de lado, por diversos motivos, mas não podemos nos
eximir de nossas responsabilidades. É dever dos pais instruir e preparar os
filhos, para que possam enfrentar as dificuldades na vida. No livro ele nos
exorta a trazer está educação para dentro de casa, se preocupando com todos os
assuntos polêmicos e difíceis de tratar; tais como: Sexo, gravidez na
adolescência, drogas, pornografia e violência. Se os filhos forem instruídos
pelos pais a luz da Bíblia, com certeza teremos um menor índice de problemas
nesta fase da adolescência.
Subindo a Escada
Nos
degraus da escada do sucesso profissional devemos sacrificar muita coisa e uma
delas está muito relacionada à vida pessoal e a família, no mundo de hoje para
se alcançar a escala do sucesso é necessária a dedicação ao extremo. Todo o
tempo ainda é pouco se quisermos chegar primeiro no topo da lista. Muitos
homens sacrificam seus casamentos, família em pro de sua carreira. Mas segundo
a Bíblia o local onde nosso sucesso realmente importa é na perseverança da
vontade de Deus e no Amor pelos familiares e também por aqueles a quem
necessitam de Deus. Mas no contraponto do sucesso profissional, está a renuncia
da família e do tempo dedicado ao serviço do Senhor. Muitas vezes a melhor opção é o ponto de
equilíbrio, talvez você não chegue ao auge de sua carreira, mas você terá uma
carreira estável e satisfatória e o mais importante terá as benções do Senhor
sobre a sua vida e a da sua família. Embora a dedicação exagerada ao trabalho e
a carreira profissional seja uma fonte de crises para a família, ele é um ponto
de extrema necessidade dentro dos pilares da satisfação do homem.
Podemos
notar que a idéia do emprego ideal para toda a vida esta ficando obsoleta.
Alvin Toffler, autor de Future Shock,
sugere que as pessoas não só mudem de emprego, mas que freqüentemente também
mudem de carreira. Os crentes algumas vezes têm mais dificuldades em abordar o
problema desta forma, pois há compreensão da vocação de Deus para determinada
carreira. Muitos sentem a satisfação necessária quando se deparam nesta
situação, porém nem todos reagem da mesma maneira. È importante procurar a
direção de Deus e se sentir realizado onde quer que você esteja dedicando sua
carreira. O desemprego também é um dos grandes vilões destas crises na família,
pois quando o desemprego ameaça a estrutura financeira e a auto-estima, temos
um problema sério. Conforme a Bíblia nos ensina cabe ao homem a principal
tarefa de sustentar a sua casa e este é um atributo que carregamos dentro do
nosso ser. Crescemos na sociedade com esta tarefa embutida em nosso
subconsciente e sobre isso somos cobrados pela sociedade e por nós mesmos. Todo
homem tem a necessidade de se auto-afirmar mediante a sua capacidade de trazer
sustento, proteção e satisfação a sua família, quando este ponto é perdido,
muitos não conseguem lhe dar com esta situação e muitas vezes quando a mulher
assume mesmo que temporariamente esta função, a depressão e a ansiedade tomam
conta do Homem. Para os crentes a figura divina é a supridora de todas as
necessidades, porém é fato que o ser humano precisa ver estas necessidades
supridas de forma tangível. Por isso a
palavra de Deus nos exorta a:
“buscar primeiro o reino de Deus e a sua justiça e as demais coisas vos serão acrescentadas”. (Mt 6.33).
Se colocarmos os nossos anseios e necessidades em Cristo, Ele
no abençoará e suprirá todas as nossas necessidades. Neste ponto o homem deve
fazer a sua parte que Deus fará a dEle.
Para
que o sucesso de homem seja realizado, ele deve entender a participação
prioritária de sua esposa. A mulher é a peça fundamentas instituída por Deus
para que ao lado do homem eles alcancem as bênçãos e vitórias em suas vidas. O
marido deve amar e honrar a sua esposa assim como Jesus amou a sua igreja que
foi capaz de dar a sua própria vida. A
mulher deve se a adjutora do homem, aquela que vai andar ao seu lado e
empurrá-lo para frente.
A separação
No
livro este assunto é tratado com extrema atenção, pois é dos grandes fatores de
frustrações e decepções de pessoas com a instituição do casamento, além de
levar muitas pessoas a doenças como depressão e esquizofrenia. O autor chama a
atenção para a necessidade de buscar esforços para que o relacionamento não
chegue a este ponto. Para isso é necessário uma série de atitudes e tentativas
para que não se chegue a este ponto.
A
ajuda é um dos pontos principal das ações que devem ser tomadas para que as
coisas se ajustem muitos casais, às vezes por vergonha, ou por receio, não
busca auxílio para enfrentar estas crises, Mas, no entanto, se faz necessário o
acordo mútuo para que estejam dispostos a solucionar estas crises, buscando
primeiramente a ação de Deus, depois podemos buscar ajuda de profissionais,
amigos, parentes, igreja e etc. É bem destacado no livro a necessidade de se
agir em conjunto, os cônjuges devem juntos buscar alternativas e saídas,
lembrando que “o que Deus uniu, não o separe o homem” (Mt 19.6)
Na saúde e na doença
Na
explanação do autor ele coloca um das crises que fogem a qualquer
responsabilidade de ambos, é caso fortuito, porém as crises que podem adir
deste fato são gigantescas, pois nunca estamos preparados para este tipo de
situação. A bíblia nos traz algumas receitas para enfrentarmos estas situações.
Devemos buscar a luz da palavra de Deus os caminhos que iremos seguir.
Na
verdade é fato que todos nós passaremos por doenças, umas de menor potencial e
outras de maior, mas quando o casal está unido pelo laço do amor, este sim irá
suportar todas as circunstancia. Para superar estas crises é de grande
importância buscar a presença de Deus. Ele é aquele que nos capacita a
enfrentar estas fases de nossas vidas. Através da oração e da FÉ é possível
enfrentarmos doenças sabendo que Deus está no controle de tudo. A Bíblia nos
mostra alguns exemplos de homens que passaram por Doenças e obtiveram uma
grande experiência e uma grande vitória. Temos o exemplo de Jó que Passou pela
enfermidade e nunca negou sua FÉ a Deus pelo contrário sempre se colocou na
posição de servo fiel. A Bíblia também traz a lição de convocarmos os diáconos
e presbíteros da Igreja para que orem pelos enfermos. O texto de Tiago é bem
explícito que devemos buscar essa ajuda em nossa comunidade ou Igreja
A
Igreja deve orar e cuidar dos enfermos, buscando da parte do Senhor as bênçãos
de cura para seus membros. O autor também cita a necessidade dos pais agirem de
modo preventivo com seus filhos, muitas vezes negligenciamos as ações
preventivas, tanto na higiene e saneamento, como nas consultas médicas. Quanto
mais se previne, mas difícil será nos depararmos com situações de enfermidades.
A menstruação é algo complexo, por exemplo, no texto Bíblico do antigo
testamento, ou seja, nos costumes judaicos a menstruação era sinônimo de
impureza, algo sujo diante de Deus e dos homens. Porém com a evolução humana e
da ciência esse dilema foi terminado. Sabemos que este é um processo natural e
que sintetiza o ciclo da fertilidade da mulher. Este fato não deixa de ser complexo,
pois envolve os hormônio e comportamento da mulher. Nesta fase as crises são
mais profundas se o homem não tiver a respectiva ação positiva nesta fase às crises
serão da maior proporção. Como homem, devemos entender esta fase cíclica e
buscar alternativas par administrar bem melhor a relação neste momento. O homem
deve ceder muito suas vontades para satisfazer a sua esposa e usar de
compreensão com esta situação.
O
autor deixa evidente que para termos sucesso nestas ações devemos buscar a ação
conjunta e o compartilhamento dos problemas, pois através de ações conjuntas e
ajuda de pessoas de confiança ou até mesmo dos familiares, pode-se ter sucesso
nestas fases. Sempre cientes que primeiramente nossas ações devem ser dirigidas
por Deus. Em romanos 8.28, Paulo diz:
“Sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm. 8.28).
Por isso é necessário diariamente estarmos
preparados para enfrentarmos crises iminentes.
Meia Idade
Crise
da meia idade foi popularizada , mais do que outra coisa, pelo livro Passages. Segundo
o autor esta fase da vida é a de maior oportunidade para realização de mudanças
construtivas na sua vida, ao mesmo tempo em que também tem a oportunidade de
destruí-la. Esta crise pode estar na moda, porém passar por esta fase não é de
agora. Saul passou por ela e Davi também. Podemos através da Bíblia, trazer
boas lições para nossa vida sobre este assunto. Embora confundamos meia-vida
com meia-idade, não é a mesma coisa, pois derivamos meia-vida pela expectativa
de vida de 70 anos, mas nem sempre isso reflete meia-idade, nosso entendimento
de meia-idade esta muita mais ligada à mentalidade do que ao relógio
cronológico. Porém muitas crises são enfrentadas nesta fase da vida, a cerne do
envelhecimento, o atingimento de seus objetivos e metas, várias expectativas e
frustrações também são expostas nesta fase. Existe um censo de urgência de se
ter feito ou fazer algo para que isto seja permanente e suficiente. Nesta fase
começamos a observar como a vida é breve. Moisés fala da segurança de ter o
Senhor como “nosso refúgio de geração a geração”. O autor questiona sobre a
necessidade de auto-avaliar, mesmo sendo numa fase de meia-idade. Podemos
encontrar grandes nomes que obtiveram grandes realizações na meia-idade, como
por exemplo: Albert Einstein, Paul Rockwell, Pablo Picasso e Thomas Edison.
Também
é abordada a questão da mudança em relacionamentos e na carreira profissional,
nesta fase toda mudança para surtir efeitos desastrosos, porém se colocarmos
nossas vidas em uma perspectiva Bíblica podemos observar que vários homens
iniciaram seus ministérios na meia-idade e com mudanças drásticas como o caso
dos discípulos e do apóstolo Paulo.
Os anos dos Cabelos Grisalhos
Segundo
o citado no livro, ficar velho na sociedade atual é como cometer um crime. A
diminuição da condição social que vem juntamente com a idade avançada foram
disfarçadas com termos como “veteranos”, “pessoas maduras”. A Bíblia é honesta
e com esta honestidade ela tem uma dignidade e respeito que faltam em nossa
cultura. O cuidado de Deus é prometido para os anos do envelhecimento.
Agora
com o que autor chama de ninho vazio, ou seja, os filhos já foram embora seguir
suas vidas, este ponto parece ser a percepção do seu envelhecimento, à medida
que eles se tornam mais independentes e mais adultos. Para a mulher que
geralmente acompanham mais de perto seus filhos, este ponto é marcante, pois
muitas vezes ela se sente sozinha e abandonada. Também é chegada à fase da
menopausa, esta fase coincide com a saída dos filhos, neste aspecto parece que
a mulher agora perdeu sua função de mãe. Este choque pode levar a várias
crises, porém a diversas alternativas para suprir este sentimento de perda,
pois agora ela tem mais tempo e experiência para que compartilhe destes
atributos com outras pessoas. Existe também um grande potencial de crescimento,
pois agora com tempo livre e com a vida financeira estável é possível iniciar
novas atividades e principalmente as que possam ajudar outras pessoas.
Agora
com os filhos já casados, segue-se o ciclo da vida e em conseqüência netos.
Segundo o texto de Provérbios “Coroa dos velhos são os filhos dos filhos” (Prov.
17:6). As mulheres, ou seja, as avós; são as que mais buscam interação neste
novo momento. Às vezes esta participação exagerada das Avós na criação de seu
neto pode afetar as relações entre mãe e filha, genro e sogra. Existe um
pressuposto que as avós possuem que são eu criei meu filho, sou mais experiente
para conduzir a criação do meu neto.
Outro
aspecto que é visto nesta fase é a aposentadoria, o autor faz um questionamento
aposentados ou cansados? Esta aposentadoria pode ser um ponto crítico. Se
durante a sua vida a prioridade foi a sua carreira profissional o choque será
bem maior. Porém o seu valor não está baseado na sua capacidade de fazer o seu
trabalho. Porque senão seu valor entrará em colapso quando ele se aposentar.
Devemos olhar em uma óptica de oportunidade, pois a aposentadoria agora pode
trazer o tempo para se fazer aquilo que talvez nunca se tivesse tempo para
realizar. O livro também cita a necessidade de se planejar a aposentadoria,
para que se possa gozar de todas benéficas da aposentadoria. O planejamento
financeiro é por demais necessários, pois o que se observa é que grande parcela
da população aposentada sofre por questões financeiras. É importante ter tudo
organizado e planejado, para que possa gozar deste tempo de bom grado e de
novas oportunidades.
Rei dos Terrores
Quando
entramos neste tema, percebemos que esta é uma crise inescapável e universal. È
o negro terror que espreita todos os outros temores, mas promete libertação, e,
para algumas pessoas, um escape dos outros temores. A preocupação com a morte
permeia o pensamento da raça humana.
Josué
e Davi falaram de suas mortes iminentes como ir pelo caminho de toda a terra.
(Jos. 23:14). O escritor de Hebreus (9:27) declarou que “Aos homens está
ordenado morrerem uma só vez”. A morte é algo que ninguém nunca estará
preparado totalmente para ela. Ninguém pode entender e explicar o seu
significado, mas todo mundo a experimentará. Todos os princípios aqui expostos
se tornam medíocres e insignificantes em face da morte.
Segundo
o autor as pessoas escolhem três comportamentos sobre a dor que acompanha a
morte; Um deles é: Desespero e desanimo. O outro Confiança e esperança e por
último: Falsa esperança. Em alguns casos, as pessoas entram em desespero,
buscando qualquer alternativa para suprir sua dor. Outros entram em processo de
desanimo e depressão. Muitas vezes esta é uma atitude que acarreta mais
sofrimento ao ser humano. Outro é um ponto que pode ser bem positivo,
geralmente nesse modo as pessoas geram fé, esperança, buscam alegrias nas
pequenas coisas e sempre alternativas positivas para encarar a situação. Talvez
o problema mais complexo seja a falsa esperança, pois muitas vezes traz o
engano e a decepção. Podemos perceber isso quando as pessoas buscam o
misticismo, feitiçaria, espiritismo e outras crenças e seitas. Quando falamos
de morte para a comunidade Cristã temos uma diferença, pois como crentes
ficamos tristes sim, mas não desesperados. Nós cremos numa promessa de vida
eterna, num lugar de paz e alegria, esta concepção conforta e dá certa paz as
pessoas que ficam. Nossa esperança também é de um dia reencontrar as pessoas
queridas na glória.
Um
dos aspectos abordados pelo autor também estar na experiência de quando ela
passa por perto, quando alguém muito próximo falece ou quando passamos por uma
situação muito próxima da morte. Neste momento sentimos de perto a sensação
deste terror, muitas emoções nos cercam e pensamentos também, por isso que
devemos estar sempre alertas para ela. A bíblia nos alerta estar preparados e
vigilantes, como na parábola das 10 virgens. O apóstolo Paulo disse: “Para mim
o viver é Cristo e o morrer é ganho”, esta convicção é tremenda, quando nossa
fé está tão próxima de Deus que a morte não mais nos assusta. Porém a morte
envolve todos os entes inclusive as crianças, em conseqüência se dão uma
difícil tarefa de explicar a morte a crianças. Este é um tópico que nunca
queríamos abordar e falar a estes seres tão inocentes e pequeninos. Porém hoje ficou mais fácil devido à
quantidade informação e livros que podem ser utilizados para tratar este
assunto. É importante sempre pedir o direcionamento de Deus em tudo inclusive
neste tema também. Nesta situação também encontramos as perdas, perda dos
filhos, cônjuge e tantas outras que poderão acontecer durante a nossa estada
nesta terra. O importante é saber que todas as coisas estão no controle do
nosso Deus. “Ele nunca nos deixa só, Ele é o nosso refúgio e fortaleza, socorro
bem presente na tribulação”. A igreja também tem um papel assistencial muito
forte na recuperação das pessoas que sofrem perdas. O livro finaliza com o tema
da chegada da própria morte. O autor elenca estágios que se passa na morte. O
primeiro estágio é a negação, onde a ficha não cai, as pessoas não acreditam
que vão morrer, ou que seu ente querido irá morrer. Esta fase é a de impacto, a primeira coisa é
ter esta reação de descrença. A segunda fase é a de ressentimento, pois nesta
fase se questiona muito Por que e Para quê?
O
sentimento é que as coisas são interrompidas e isto provoca explosões de ira.
Essa é uma oportunidade em que se questiona Deus e se levanta dúvidas.
Procuramos respostas racionais e explicações plausíveis para o acontecimento. É
necessário passar por esta fase para que se possa chegar à aceitação. O
terceiro é a barganha; As pessoas pedem mais tempo, pedem o milagre, lutam para
ficar mais tempos vivos, fazem promessas a Deus pedindo mais tempo para estar
com parentes. O quarto estágio é depressão; Nesta fase as pessoas se retiram
para o silencio, ficam introspectivas e até mesmo hostis. Nesta fase a ajuda
das pessoas que as cercam é fundamental, pois eles precisam sentir amados e
queridos. A quinta fase estágio é aceitação da morte, não é desistência, mas
reconhecimento da realidade. Neste estágio, muitas pessoas têm colocado as suas
vidas em ordem e se livrando de relacionamento perturbadores. Este estágio as
pessoas já ficam preparadas para o acontecimento. A bíblia diz na passagem de
Ezequias que Deus manda Isaías levar a mensagem para o Rei “mandando ele pro a
casa em ordem, pois ele iria morrer”. Esta passagem exemplifica que as pessoas
devem deixar suas vidas em ordem e devem estar prontas para a chegada do fim da
carreira.
Paulo
disse: “Combati um bom combate, guardei a fé”. È o sentimento de realização de
sua missão aqui neste mundo e a certeza do que o espera. Para o crente é muito
importante seguir nesta certeza e saber que o que espera os que guardam a FÉ a
presença eterna de Deus, o galardão prometido e encerramento de todas as dores
e sofrimentos que passamos neste mundo.
Conclusão
Em
termos gerais o livro é uma excelente manual de como enfrentar todo o ciclo de
problemas da vida familiar com uma fundamentação Bíblica sólida. Através de nossas ações e atitudes podemos
prevenir e passar por todo estresse e crises que a vida nos impõe. Jesus Cristo
nunca nos prometeu uma vida terrena livre de conflitos e dificuldade, pelo
contrário Ele nos advertiu que: “Eu lhes disse essas coisas para que em mim
vocês tenham paz. No mundo tereis aflições, mas tende bom animo, eu venci o
mundo” (João 16.33).
O
grande x da questão é o modo como você encara estas crises e aflições, se você
parte do pressuposto que Deus já nos fez vencedores e que apenas estamos
passando pela grande escola de Jeová, iremos perceber que o que o apóstolo
Paulo nos ensina é uma grande verdade:
“E sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus e são chamados segundo o seu propósito”.
Seguir
esta certeza incondicional não é fácil, porém Jesus já sabia disso e nos deixou
o seu Espírito Santo, o consolador para nos Ensinar e interceder a nosso favor
em todas as circunstâncias. Através da capacitação do Espírito Santo, obtemos
paz, segurança, amor e todos os frutos do Espírito descritos na carta de Paulo
a Gálata capítulo 05.
Para
que a família seja uma instituição de benção e alegrias é necessário que haja o
diálogo, o companheirismo, cooperação e principalmente oração, nesta vida
agitada e corrida, devemos buscar o equilíbrio das atividades, Devoção a Deus,
família, trabalho e estudos. Quando equilibramos as coisas, fica mais fácil de
evitarmos estresses e crises. Contudo,
sabemos que vamos passar, mas que possamos estar prontos e saber que em tudo
somos mais que vencedores. Colocando nossas esperanças em Cristo que nunca
falhará.
Autor: Pr. Marcos Mizael, 18/07/2020
Bibliografia:
J. Allan Peterson - Como Eliminar o Estresse na Família, Editora Juerpe.
D.A. Carson - Comentário Bíblico Vida Nova, Editora Vida Nova, 1ª Ediçao 2009.
R.N. Champlin, Ph.D. - Enciclopédia de Bíblia Teologia & Filosofia, Volume 1, editora Hagnos, 12ª Edição 2014.
Bíblia de Estudo Mac Arthur, Sociedade Bíblica do Brasil 2010.
BKJA - Bíblia King James Atualizada, Abba Press Editora e Divulgadora Ltda, 2002.
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