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Estudo do Salmo 127 - Salmo de Romagem

 

Análise de Salmos 127




 

Identificação: O salmo 127 é identificado como Salmo de sabedoria, ou salmo de instrução (Didático). Existem várias classificações quanto aos Salmos, por autor, por gênero, por  contexto histórico, por classificação sociocultural e por assunto. O salmo 127 está na coleção chamada de Cântico de romagem, salmo de Degraus ou Salmos de peregrinação.

Romagem ou Peregrinação: É uma coleção de salmos que provavelmente eram cantados por peregrinos, que seguiam para as festividades de Jerusalém, estes eram chamados de romeiros pela igreja católica.

Salmos de Degraus: Outras correntes dizem que essa coleção de 15 salmos, se conecta aos quinze degraus que levavam ao pátio das mulheres para o pátio dos homens, por isso o nome “Degraus”. Esses Salmos eram entoados quando os judeus subiam os degraus do pátio.

Autoria: A autoria do Salmo 127 é provavelmente de Salomão, essa é a vertente que a maioria dos eruditos bíblicos aceita. Existem alguns estudiosos que afirmam que poderia ser também escrito por Davi como conselho a Salomão, porém a relação com Salomão como autor é reforçado pelo uso do termo amados, relacionado à Jedidias, nome dado pelo profeta Natã a Salomão.

Contexto Histórico: Segundo eruditos o contexto seria da época do reinado do Rei Salomão. Salomão utiliza a construção do templo e de uma casa (1 Reis 9.10) como base do que ele fala no Salmo 127, este fato permeia um contexto do salmo, ele utiliza a figura da cidade de Jerusalém para demonstrar a segurança que  havia naquela cidade, com muros altos ao seu redor, sentinelas no portões e toda a segurança possível, porém Salomão diz: “Se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia sentinela”.  O contexto mostra que a providência, a segurança e todos os projetos, devem estar plantados na vontade de Deus.  

Datação: Em relação às datas de publicação dos Salmos, elas variam entre os anos 1.000 a.C. a 500 a.C. O Salmo 127 provavelmente foi escrito no período de (971 a.C. a 931 a.C.), período do governo do Rei Salomão.

Divisão do Salmo: O salmo 127 é dividido em duas partes: Construção e segurança, Vida e família.

Paralelismo: Nesse Salmo estão identificados Três tipos de paralelismos:

1.      Observamos o paralelismo antitético no primeiro versículo, onde a segunda linha se contrasta com a primeira linha.

2.      No segundo versículo temos o paralelismo sintético, o qual a segunda linha completa o pensamento da primeira linha.

3.      No versículo de número 3, observamos um quiasmo (paralelismo sinônimo).

4.      No versículo Quatro, novamente temos um paralelismo sintético.

5.      Também no verso Cinco, temos um paralelismo sintético.

Epígrafe: “Todo bem procede de Deus” - Deus é quem nos fornece todas as beneficies de nossas vidas.

Doxologia: A doxologia final do Livro V é na verdade, é o próprio Salmo 150, que se torna a doxologia de todo o livro de Salmos.  Ele enaltece o louvor ao Senhor em todas as circunstâncias e situações da vida.  “Todo ser que respira louve ao Senhor”

“Louvai ao SENHOR. Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no firmamento do seu poder.
Louvai-o pelos seus atos poderosos; louvai-o conforme a excelência da sua grandeza.
Louvai-o com o som de trombeta; louvai-o com o saltério e a harpa.
Louvai-o com o tamborim e a dança, louvai-o com instrumentos de cordas e com órgãos.
Louvai-o com os címbalos sonoros; louvai-o com címbalos altissonantes.
Tudo quanto tem fôlego louve ao Senhor. Louvai ao Senhor”.


Salmos 150:1-6

Tipo do Salmo: O salmo 127 é um salmo de sabedoria, também conhecido como Salmo de instrução.

Tema do Salmo: O tema do Salmo seria “Sem Deus tudo é vão”. O salmo nos mostra que se Deus não estiver dirigindo nossos planos e ações, em vão estamos desperdiçando nosso tempo e energia, se Deus não é nosso sustentáculo, em vão colocamos nossos esforços em qualquer âmbito da nossa vida.

Mensagem do Salmo:

              Este Salmo demonstra a necessidade de termos nossos planos, sonhos e ações, sempre conduzidas por Deus. Em meus estudos li um comentário muito interessante “Sem Deus, o muito é nada”, não adianta você trabalhar a vida inteira, juntar riquezas e perder a sua alma.

1.      Podemos utilizar toda nossa sabedoria, construir carreiras, imóveis, projetos e sonhos, mas se todas essas ações não estiverem sendo guiadas e direcionadas por Deus, estamos apenas perdendo nosso tempo.

2.      A questão desse versículo é o trabalho, se Deus não for o nosso alvo, se Ele não for nossa base, o trabalho pode se tornar penoso e desgastante.  Precisamos depositar em Deus nosso trabalho, nossos anseios e projetos, sabendo que Ele que nos faz prosperar, Ele que nos sustenta. Por mais que você se dedique e se sacrifique, você não terá paz e tranquilidade, nossas expectativas deve estar firmadas na confiança e  na provisão Divina. “Aos seus amados Ele dá enquanto dorme” (Sl 127.2).

3.      Como Cristãos, devemos entender que Deus é soberano, Ele detém as nossas vidas em Suas mãos, não existe nenhuma ação que podemos fazer que pudesse nos garantir segurança, a não ser a proteção divina sobre nossas vidas.  Por mais equipamentos e sistemas de seguranças que possuamos se Deus não nos guardar tudo é vão.

4.      Nesse versículo o salmista trata sobre família, filhos e criação. A importância de desfrutarmos de uma das maiores dádivas de Deus “a família”. Ele afirma que Deus nos deu essa herança, a capacidade de gerar filhos, posteridade legado.

5.      A família é a base da sociedade, ela é a proteção que todo ser humano necessita, ela traz a felicidade e “segurança”.  Esse conceito seria de defesa da família, “o homem que enche a sua aljava”, essa expressão está liga ao fortalecimento da família, para defendê-la das situações adversas. Essa família estaria preparada para enfrentar seus inimigos, que hoje podemos ler como “seus problemas”, suas dificuldades, suas crises, essa foi uma da mais bela benção que Deus nos deu.

Aplicação:

    O salmo 127 nos traz a lição da Soberania e provisão Divina, nenhum dos nossos projetos e esforços será de fato bem sucedido, se Deus não fizer prospera-los. Aplicando isso em nossas vidas, devemos ter em mente que devemos; “buscar primeiro o Reino de Deus e sua Justiça e todas as demais coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33). O homem que coloca Deus como primícias, como coluna central da sua vida, da sua família, do seu trabalho e de todos os seus projetos, terá prosperidade em todos os aspectos, pois Deus é quem direciona nossas vidas para a Sua soberana vontade, assim como o Salmista Davi diz no Salmo 23.2-3: “Guia-me pelas águas tranquilas,” “Guia-me pelas veredas da Tua justiça”.  Esse salmo nos ensina a firmar tudo nas mãos de Deus.


Autoria: Pr. Marcos Mizael -  Ministério IPDR Recife

Data: 20/10/18




Fontes:  

GUSSO, Antonio Renato. Os Livros poéticos e os da Sabedoria: Introdução Fundamental e auxílios para interpretação. Editora Santos: 2012

Comentário Bíblico Africano: Editora Mundo Cristão, São Paulo, 1ª Edição. 2010

CARSON, D.A.: Comentário Bíblico Vida Nova, Editora Vida Nova. 1ª Edição – 2009

Comentário Bíblico Popular: Antigo Testamento, William Mac Donald; Editado com introduções de Art Farstad – São Paulo: Mundo Cristão. 2010.

Disponível em: http://www.artigos.com/artigos/15929-o-modelo-de-lideranca-de-moises

Disponível em: https://www.blogodorium.com.br/salmo-127-estudo-da-biblia/

Disponível em: http://pregacao.reformada.org/salmo-127/

 

 

 

 

 

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