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O Evangelho de João

 




O Evangelho de João

 

Introdução:

                O Evangelho de João também conhecido como quarto Evangelho, tem sido alvo de muitas críticas ao longo da história.  A crítica tem se empenhado em pulverizá-lo, talvez por seu grandioso tema: “Jesus é o verdadeiro Deus”. A Bíblia é o livro mais lido do mundo e o Evangelho de João é o mais lido da Bíblia.

                Como todos os Evangelhos, eles foram escritos para um determinado público e João teria escrito para os Cristãos em um contexto helenístico que tinha como intenção o combate há algumas heresias da época, como por exemplo o nascimento do Gnosticismo”. Além disso, João escreveu com um propósito específico em mira, segundo ele mesmo disse:

“(...) estes, porém, estão escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que crendo tenhais vida em seu nome” (Jo 20.31).

                João foi seletivo quanto aos episódios da vida de Jesus. Ele saltou de um episódio para outro, deixando de lado muita coisa que sabia, porque queria frisar que Jesus é o Deus humano.  “No princípio era o verbo, e o verbo estava com Deus e o verbo era Deus” (Jo 1.1). A diferença entre a teologia joanina e a dos sinóticos é gritante, mas isso se justifica na intenção e contexto a qual o quarto evangelho foi escrito. O grande Teólogo, Dr. Em Novo Testamento George Eldon Ladd reforçado pelo renomado Wycliffe Hall de Oxford diz:

A estrutura do pensamento de João, à primeira vista, parece mover-se em um mundo diferente. Já não há menção à esta era e ao século futuro.  O discurso no monte das Oliveira, com sua expectação escatológica do fim dos tempos e da vinda do Filho do Homem em glória para estabelecer o Reino de Deus, é omitido. Esse dualismo temporal escatológico parece ser substituído por um tipo de dualismo diferente.  Em lugar da tensão do presente e o futuro, encontra-se a tensão entre o abaixo e o acima, o céu e a terra, a esfera de Deus e a do mundo. (George Eldon Ladd, Teologia do Novo Testamento, Edição revisada. Ed Hagnos).

                Na metade do século XX, muitos estudiosos supunham que a princípio o Evangelho de João era muito recente e helenístico. Pressupunha-se que sua ênfase cristológica, houvesse sido produto de uma longa e lenta evolução, distante de uma compreensão mais primitiva do judaísmo a cerca de Jesus, que não o considerava como Deus.  Craig Blomberg Afirma:

Os conservadores então protestaram que a alta cristologia já era encontrada nos anos 60 em textos como Filipenses 2.5-11, além dos títulos utilizados por Lucas para designar Jesus nos primeiros sermões de Atos,  como: “O Santo  e Justo” e “Autor da vida”, demonstram que a primeira geração do cristianismo também tinha uma visão muito elevada do cristianismo.  Hoje, porém levando em conta particularmente as descobertas dos manuscritos do mar morto, com seu dualismo inflexível (por exemplo os filhos das trevas vs os filhos da luz), o judaísmo de João e até mesmo de sua cristologia é aceito de modo mais abrangente. (Jesus e os 4 Evangelhos, Craig Blomberg).

                A linguagem do 4º Evangelho é sem dúvidas excepcional e intrigante, porém encontramos a mesma linguagem nas epístolas de João. Apesar de encontrarmos um grego simples de pouco vocabulário (Cerca de 800) o Evangelho e as epístolas joaninas são de uma riqueza teológica ímpar, o que fez com que muitos críticos questionassem a autoria de João conhecido como o discípulo do amor.  A cerca do grego do Evangelho de João escreveu o especialista B.P. Bittencourt:

               

O Evangelho e as epístolas de João possuem uma linguagem, no dizer de Maetzger, cuja simplicidade e grandeza não tem rival em nenhum outro livro do Novo Testamento. Embora seu vocabulário seja menor do que os dos outros evangelhos, seu uso de palavras e frases, través do expediente simples da repetição, é impressivo e majestoso. Escreve grego puro no que diz respeito ao vocabulário e à gramática, muitas vezes coloca suas ideias em moldes judaicos, como por exemplo, “regozijar-me com gozo” (3.29), ou uso do verbo grego ginósko, para designar a mais íntima união entre Deus e os homens. João gosta do tempo perfeito, no grego, pois serve-lhe ao propósito de enfatizar as consequências permanentes da obra e das palavras do Filho de Deus.

Datação:

                A escola crítica de Tübingen gostaria de poder dar ao evangelho de João uma data acima de 160 d.C. A descoberta do Diatessarão, fez essa escola retroceder a data para 130 d.C., porquanto no Diatessarão o evangelho de João é referido como livro de autoridade longamente firmada. A arqueologia trouxe à tona o evangelho de Pedro (um livro apócrifo). Descobriu-se que esse apócrifo dificilmente poderia datar de além de 130 d.C. mas o mesmo livro pressupõe a existência do evangelho de João.  Não houve outra solução senão admitir que de alguma forma de João pertence ao século I d.C. Declarações feitas pelo dr. Jonh A. Mackay em seu livro O Testemunho da arqueologia:

 O manuscrito P, minúsculo fragmento adquirido por Bernarn P. Grenffel, em 1920 no Egito, para a Biblioteca John Rylands, de Manchester.  C.H. Roberts, em 1934, o identificou como o mais antigo manuscrito do NT.  Roberts Data-o da primeira metade do século II, contém trecho de João 18.33,37,38. Esse pequeno papiro é muito importante, pois mostra que o quarto evangelho, antes da metade do segundo século, já havia chegado a uma cidade qualquer do Egito, distante da cidade onde o evangelho deve ter sido escrito, Éfeso, na Ásia Menor, confirmado assim a data atualmente aceita para a composição desse evangelho, como sendo a última década do primeiro século.

 Conforme observamos a maioria cristã ortodoxa assim concorda que a data do evangelho seria por volta do ano 90 d.C. sobre isso a Bíblia Apologética afirma:

Foi o último Evangelho a ser escrito a ser escrito, já no final da vida do apóstolo, por volta do ano 90 d.C. João teve tempo de analisar o que os demais apóstolos haviam escrito sobre a vida de Jesus e, com isso, fazer seu complemento.

 

Autoria:

                A grande maioria da erudição cristã tem aceitado a autoria joanina do quarto evangelho, porém existem estudiosos e críticos que ainda questionam a autoria do evangelho de João. Existem algumas teses que os críticos insistem em apoiar, uma delas é que seria outro João o autor, não o João Apóstolo o que também se estende para o livro de Apocalipse.  

                Um dessas teses, é extraída do fragmento Boor, dos séculos VII ou VIII d.C., entre outras coisas afirma “Papias” no segundo livro, disse que o teólogo João e Tiago, seu irmão, foram mortos pelos judeus”. A ideia que os críticos extraem é que esses irmãos morreram na mesma época; e por conseguinte, que João não pode ser o autor da literatura joanina, que lhe é atribuída. Mas, embora esse testemunho seja confirmado por Jorge, o Pecador no século IX, não podemos aceitá-lo, pois o trecho de gálatas 2.9 revela que João continuava ativo na igreja de Jerusalém vários anos após a morte de Tiago, esse fato invalida aquele testemunho:

e quando conheceram a graça que me foi dada, Tiago, Cefas e João, que eram reputados colunas, me estenderam a mim e a Barnabé, a destra de comunhão, a fim de que nós fôssemos para os gentios, e eles, para circuncisão. (Gl 2.9)

O quarto evangelho reconhece que Jesus teve doze apóstolos, mas nunca os nomeia, antes se refere a Pedro como, ao mesmo tempo, distinto e parceiro do discípulo amado em duas ocasiões (Jo 20.2-9, 21.20-24). Tiago o filho de Zebedeu, foi martirizado muito cedo para ser o autor desse evangelho, com isso nos resta apenas seu irmão, o apóstolo João. É interessante notar que João nunca é referido pelo nome do evangelho, enquanto o João que aparece é sempre o Batista, que jamais é chamado por esse título.  A menos que soubesse que João era o autor desse documento, certamente seria surpreendente a omissão de qualquer esclarecimento adicional sobre de qual João estava falando. Isso nos mostra uma prova circunstancial que leva a identificar o discípulo amado com o apóstolo João.

                A outra questão se refere sobre a autoria joanina é aquela que trata de dois homens com o mesmo nome de João, em Éfeso: O apóstolo João e o “Presbítero” João, a mesma pessoa.  O título de presbítero lhe foi aplicado depois de sua longa carreira em Éfeso, já com bastante idade.  O Termo presbítero vêm do grego que significa “Idoso”.  João foi assim chamado por dois motivos:   Pelo motivo do seu ofício, (1Jo 1; 2Jo 1) e pela sua idade elevada.  O próprio Pedro se chamou de Presbítero na sua epístola (1Pe 5.1):   

“Rogo, pois aos presbíteros que há entre vós, eu (Pedro) presbítero como eles, e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e ainda coparticipante da glória que há de se revelada: Pastoreai o rebanho de Deus...”

                Interessante que ninguém inventou dois Pedro, um apóstolo e outro presbítero. Estranhamento a crítica moderna tem-se apegado à ideia dos “dois Joãos”, mas revertendo a opinião do antigo Eusébio de Cesárea, o qual afirma que o apóstolo João escreveu o quarto Evangelho, ao passo que o “presbítero” João teria escrito o Apocalipse.  As evidências internas apontam para o indivíduo em que 5 passagens é mencionado como “o discípulo a quem Jesus amava” (Jo 13.23;19.26; 20.2; 21.7 e 21.24) e ainda é indicado como testemunha primária dos eventos desse evangelho.  Como o novo olhar sobre “Joao” que restabelece sua ênfase nas raízes judaicas do evangelho, a maioria dos comentaristas hoje concorda que o autor pode muito bem ter sido um judeu, até mesmo de origem palestina.  Martin Hengel, há pouco tempo, voltou a defender detalhadamente essa interpretação e designou a autoria do 4º evangelho a este tal de João, o presbítero, o mesmo autor das epístolas.  

                Alguns estudiosos modernos as vezes rejeitam a autoria joanina, mas por outras razões. Por Exemplo, eles afirmam:

  1. 1      O Foco judaico do evangelho é impróprio para alguém de origem galileia.
  2. 2.       O Filho do trovão, teria sido demasiado turbulento para escrever esse sereno tratado.
  3. 3.       João era analfabeto.
  4. 4.       Um judeu não teria utilizado a expressão “os judeus” de maneira crítica.
  5. 5.       O apóstolo não poderia ter chamado a si próprio de amado.

Sendo refutado pelos eruditos ortodoxos com os argumentos abaixo:

  1. 1.       O foco de João na Judéia e Jerusalém pode se dever a razões históricas e teológicas, sendo possível ter acompanhado Jesus em todas as suas viagens. A proximidade dele com Maria (Jo 19.26,27), a qual possuía parentes sacerdotes (Lc 1.5,36), parece sugerir que João também tivesse amigos ou relações nas altas esferas.
  2. 2.       Um simples apelido dificilmente determina toda personalidade de alguém. Temos exemplo Pedro que por mais rude que fosse, o Espírito Santo lhe inspirou e foi possível pregar e converter multidões, fora a escrita das suas cartas.
  3. 3.       A questão de que João era analfabeto está baseada num erro de tradução de (Atos 4.13), onde apenas se afirma que João não tinha educação rabínica formal.
  4. 4.       Já vimos Mateus usar a mesma linguagem cortante em situações nas quais o judaísmo rejeitava firmemente o cristianismo primitivo.
  5. 5.       A testemunha jamais chama a si mesma de o único discípulo que Jesus amou ou a quem mais ele  amou, e a recusa em mencionar seu nome pode ser vista até como uma marca de humildade.

Do lado positivo, o simples, mas geralmente preciso grego Koinê usado em todos os documentos joaninos, se ajusta muito bem a alguém que aprendeu grego como segunda língua. Seja como for, estudos recentes têm dado ênfase à unidade estilística e narrativa do evangelho de João em sua forma acabada. Archibald T. Robertson, que ao morrer era o maior especialista no terreno da crítica textual do NT, declarou ter examinado a literatura que nega a João a autoria do quarto evangelho e não ter encontrado nenhuma base sólida. Toda crítica contrária a autoria joanina é fruto ou de informações erradas, ou de hipóteses infundadas, ou de preconceitos filosóficos, ou mesmo de mero subjetivismo literário.  A literatura joanina é obra de um único autor, comprovado pela uniformidade de pensamento, linguagem e  estilo da escrita.

Podemos também mencionar o testemunho dos antigos escritores e Pais da igreja que confirmam a canonicidade e autoria do evangelho de João, como por exemplo:

Ø  Irineu ao escrever contra a heresia gnóstica entre 180 e 18s d.C., mencionou o evangelho de João.: “O aspecto quadruplicado da palavra exige quatro evangelhos unidos por um só Espírito”. Irineu foi amigo íntimo de Policarpo, que foi discípulo de João.

Ø  Taciano preparou uma harmonia dos evangelhos, o Diatessarão, com base na obra, Harnack, na Enciclopédia Britânica, pôde dizer: “Aprendemos do Diatessarão que em cerca de 160 d.C. os nossos 4 evangelhos, e só eles já tinha assumido lugar de proeminência na igreja e que em particular o quarto evangelho já havia ganho lugar garantido ao lado dos sinóticos”

Ø  Justino Mártir, em seus diálogos com o judeu Trifão, mais ou menos em 150 d.C. afirma que seu conhecimento acerca de Jesus, como o Unigênito do Pai e como Logos, deriva-se do quarto Evangelho.

  

 

Conclusão:

 

                O fato de João escrever uma interpretação teológica profunda, não pode ser atribuída a forma e à linguagem particulares do Evangelho.  A princípio devemos sempre levar em consideração o contexto, momento e público, para o qual um relato é descrito, sendo observado os diversos fatores que nos ajudem a interpretar melhor as características daquela obra.

 O quarto Evangelho cumpre seu papel de inspiração e autoridade sobre a lições da vida de Jesus, trazendo luz aos seus ensinamentos, focado mais na Divindade de Jesus. As semelhanças de João e o pensamento helenístico, comprovam o contexto a qual o autor se deparava, além de observamos que em outros escritos de João, a linguagem, estilo e teologia, são as mesmas.  Também podemos afirmar que com base nos escritos de Qumran, de fato esse evangelho data-se do final do primeiro século, trazendo vívido o combate a esse pensamento gnóstico que estava surgido no meio da igreja naquela época.

                Como vimos nesse breve artigo, os argumentos para a autoria de João, o discípulo amado é muito forte, sendo hoje reconhecido pela ortodoxia cristã, por muitos eruditos e doutores do Novo Testamento, comprovando que os Pais da Igreja, Arqueólogos e historiadores já declaravam ser João o “Apóstolo” o autor desse Evangelho tão rico e repleto de fundamentos essenciais para o cristianismo.  Sendo um dos evangelhos mais lidos, publicados e ensinados durante toda a história das civilizações.

 

 

Autor:

Recife, 14/03/21,    Pastor Marcos Mizael.

 

Fontes:

 

Jesus e os 4 Evangelhos - Craig Blomberg, Ed Vida Nova

História Eclesiástica - Eusébio de Cesárea, Ed Fonte Editorial

Janelas para o Novo Testamento - Enéas Tognini & João Marques Bentes, Ed Hagnos.

Teologia do Novo Testamento - Geroge Eldon Ladd, Edição Revisada, Ed Hagnos.

Bíblia de Estudo Perguntas & Respostas - Norman Geisler / Thomas Howe, Ed Mundo Cristão

Bíblia Apologética com Apócrifos - Editora ICP.

 

 

 

 

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