O Dilema do Mal
Introdução:
Uma das perguntas filosóficas mais antigas e frequentes é: "Como um Deus totalmente bondoso, permite tantas coisas más no mundo? Como pode um Ser todo poderoso, ficar inerte em meio a tantas maldades e atrocidades que acontecem diariamente?
O problema do mal é enfrentando diariamente por cada um de nós, independente da posição social, política e religiosa. Talvez com os avanços tecnológicos, as informações sobre as catástrofes, calamidades, atentados, atrocidades, massacres e genocídios, estão mais presentes em nossa sociedade. Para muitos, é improvável que um Deus, pudesse permitir tais coisas com a natureza e com os seres viventes. A atitude talvez mais racional, seria a afirmação que "Deus não existe", ou "Ele não está preocupado com a sua criação", alguns também acreditam que não existem provas suficientes que Ele exista, ou não exista, assim também como a mente humana é incapaz de tal compreensão.
Inicialmente precisamos fazer uma distinção entre o "Mal natural" do "Mal moral":
- O Mal Natural: É o que entendemos por castrátofes naturais, desastres, inundações, incêndios, terremotos, enfermindads e a morte física.
- O Mal Moral: Seria o que se assemelha ao pecado, são atos de peversidade causados pelo homem (Ser racional) a outros seres ou a natureza (kosmos).
- Uma das correntes da origem do mal é o Dualismo absoluto: A ideia de que o mal sempre existiu juntamente com o bem. Eles andaram sempre lado a lado desde do príncipio, o reino do bem e o reino do mal. O Problema acontece quando eles se misturam, gerando as tragédias, perversidades e o caos. Esse conceito é visto no zoroastrismo, que promete o triunfo do bem sobre o mal.
- Outra corrente que tmabém se utiliza do dualismo entre o bem e o mal, é o Manequeísmo: Essa corrente é uma variação do Gnosticismo, supõe que o mal não somente será separado do bem, mas também será eliminado.
- O Monismo Absoluto: Essa corrente de pensamento diz que existe uma unidade da realidade. Seria a oposição ao dualismo, onde o metafísico e o físico, seria apenas uma única coisa. A exsitência do mal seria uma mera ilusão, como um pesadelo que em algum momento seríamos acordados dele.
- O Monismo Cristão: Alguns filósofos como Agostinho e Tomás de Aquino, em suas Teodicéias, informam que o mal não é realmente uma entidade, não existe em si mesmo, mas sim uma causa, ou consequência da ausência de Deus, assim como o Frio é a ausência de Calor.
- O Naturalismo: Movimento artístico e literário, que radicaliza o realismo através da observação da realidade. Esse movimento diz que Deus não existe, o que existe é apenas a matéria e o movimento. O mal seria apenas uma consequência natural de erros do movimento da matéria, um caos mecânico, assim como um motor que apresenta um defeito com o passar do tempo.
- O Deismo: Essa posição filosófica diz que talvez um deus ou uma força cósmica criou, ou deu origem ao processo de criação do universo. Esse ser (deus) que criou o universo, o deixou ser conduzido pelas leis naturais, essas leis seriam falhas e por esta razão o mal veio a existência.
- Pessimismo: Essa é uma visão filosófica de que tudo é negativo. deus ou alguma força cósmica, seria um poder do mal e este seria o pior de todos os mundos, assim como o mal é a essência da existência, somente a aniquilação total seria algo bom.
- O Cristianismo: Religião baseada na crença do Messias "O Cristo" e de seus ensinamentos. Existem correntes distintas no Cristianismo sobre a Origem do Mal, veremos algumas abaixo:
- Monismo Cristão: O mal seria a ausênica de Deus.
- Determinismo : Corrente Protestante Calvinista a qual Deus seria a causa e o criador do Mal.
- Cristianismo Racional: Deus seria a causa do mal, mas de forma secundária e não direta ou maligna. Ele permitiu a entrada do mal devido ao livre-arbítrio... Seres inteligentes poderiam ter livre escolha de seguir o caminho do bem ou do mal.
- Racionalismo Cristão: Doutrina espírita que tenta explicar de forma racional e científica, as questões da fé. Através da reencarnação, os espiritos que se encontravam no seu mundo de estágio espiritual, evoluiriam até a perfeição, deixando sua essência de maldade ou imperfeições.
- Grande Propósito: O propósito da criação de Deus seria levar seres inteligentes e livres, a participarem da natureza divina. A missão de Cristo foi tornar cada ser um filho de Deus. Ele não impediu o mal, pois este era necessário para o processo de redenção, mesmo que esse mal fosse temporário para que os seres humanos alcancem a remissão a fim de deixar de vez sua essência pecaminosa e má.
A Origem do Pecado:
Para entendermos a relação do mal com o pecado na visão cristã, precisamos voltar onde o Pecado teve origem, trazendo de forma concreta o mal para criação (Universo). Conforme os textos de Isaías 14:12 -14 e Apocalipse 12:4, temos:
Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitava as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, da banda dos lados do Norte. Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altissímo.(Is 14.12-14)
E na sua calda levou após si a terça parte das estrelas do céu e lançou-os sobre a terra, o dragão parou diante da mulher que havia de dar à luz, para que dando à luz um filho, lhe tragasse o filho" (Ap 12.4)
Pelos textos apresentados, podemos entender que o pecado (Mal) ele teve origem no tempo e espaço, que a partir daí, ele começou a existir na criação. Essa origem está ligada de fato a escolha de seres angelicais livres e inteligentes, que decidiram se revoltar contra Deus usurpando a Sua posição. Daí algumas teorias podem está relacionadas como o mal ser a ausencia de Deus, pois Deus é a bondade e quanto mais se afastar Dele, mais a maldade pode se manifestar.
A Origem da Palavra "Pecado" no grego é armartia, deriva de uma raíz que indica "errar o alvo", "fracassar". O Pecado seria o desvio da conduta, afastar-se daquilo que Deus considera a conduta correta ou ideal. Esse desvio de conduta também é chamado de transgressão, por isso a Bíblia fala na transgressão da Lei. Essa lei seria dada por Deus para que a Sua criação (Seu povo) não errasse o caminho, não se desviasse da Sua vontade, que é declarada expressamente na Lei de Deus.
Deus na sua Soberania permitiu que os seres criados, como os anjos, arcanjos, querubins e serafins, tivessem a liberdade de escolher, amar e andar no caminho ideal, ou opotar por não andar. Diante disso, Lúcifer escolhe o caminho do pecado, da transgressão, levando com ele 1/3 do anjos nessa rebelião. O mal agora é uma consequência da ausência da bondade, da ausência de Deus, do caminho errado, afetando o Cosmos, o universo. O pecado faz parte de uma rebeliao cósmica contra Deus e contra o "Caminho correto". No texto de primeira João 3.8 temos:
Quem comete pecado é do diabo, porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo.
No texto de João fica claro que o Pecado teve Origem através da rebelião de Lúcifer, trazendo com isso a maldade e suas consequências universais. Podemos até questionar o motivo de Deus em sua onisciência e presciência, deixar que o Diabo se revoltasse contra Ele e consequentemente a maldade ser inserida no Universo da Sua criação, porém, quando pensamos que um Deus todo bondoso, seria de fato todo bondoso, se criasse seres escravos? Seres não livres para escolher entre amar a Ele, ou apenas servir a Ele? Essa é uma questão extremamente complexa e que não vamos nem de longe isaurir os debates e os questionamentos aqui, mas que podemos refletir nesse ponto como uma possível teoria.
A Queda do Homem:
O relato do texto de Gênesis Capítulo 3 é complexo, tendo várias correntes interpretativas no ponto de vista hermenêutico e literário.
Para alguns Teólogos o relato de Gênises é apenas simbólico, para outros chegam a ser um "Mito", outros tentam coadunar o relato bíbilco com a teoria da evolução e o criacionismo bíblico. Muitos acreditam que o relato de Gênesis 3 foi uma narrativa do despertar da consciência humana. Neste artigo vamos considerar a visão ortodoxa Cristã, que considera o relato de Gênesis um texto literário:
Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o Senhor Deus tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? Respondeu-lhe a mulher: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto das árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele nao comereis, nem tocareis nele, para que não morrais. Então a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhose, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal. Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu. (Gênesis 3.1-7) Versão ARA(Almeida Revista e Atualizada).
Conforme o relato literário do texto de Gênesis 3, o ser humano foi corrompido pelo pecado, o qual despertou a "maldade" que antes não haveria em seu ser. Como falamos anteriormente o pecado seria o fracasso, ou desvio do próposito para o qual fomos criados. O homem a partir do seu pecado erra o alvo e se afasta de Deus e consequentemente do próposito a qual foi criado. Podemos observar que a tentação seguiu um processo ao qual a serpente gera a dúvida sobre as consequências do pecado, conforme abaixo veremos na sequência abaixo:
- Insinuação: Deus era muito severo, muito rígido.
- Incredulidade: Satanás afirma que não há perigo ou consequência na desobediência a Deus.
- Acusação a Deus: Satanás acusa Deus de egoísmo, de priva-los da sabedoria que era algo bom.
Essa sequência do processo de tentação do ser humano, gerou em Eva a dúvida, essa lhe gerou a curiosidade de comer do fruto e consequentemente o ato em comer de fato o fruto da árvore proíbida. Vejamos que o ser humano teve a opção ou a escolha de comer ou não do fruto, de dar ouvidos ou não as alegações da serpente. Esse fato nos mostra que o livre-árbitrio estava presente na criação também do ser humano, por sua escolha ele comete o pecado. Se fizermos uma analogia com algumas ações moralmente erradas da humanidade, podemos traçar um paralelo, onde a tentação ela é gerada primeiramente no pensamento do homem; Ele olha, cobiça, analisa as consequências em sua mente e em seguida optar em cometer o ato ou não cometê-lo. De certa forma, podemos entender que a consequência natural de seres livres (com opção de escolha) é que o "mal" seria sempre uma consequência provável de uma escolha errada em algum momento no tempo e espaço.
As consequências do Pecado:
Após observar a teorias da origem do mal e do pecado, devemos compreender as consequências e os resultados dessa ação. O próprio texto bíblico relata os resultados desastrosos que advinheram do pecado, vamos observar os aspectos teológicos, práticos e morais desse advento.
Consequências Teológicas:
- Adão e Eva conheceram o "mal": "Abriram-se os olhos de ambos e percebendo que estavam nus"... (Gênesis 3.7)
- Interrupção da comunhão com Deus (afastamento da relação com Deus): "mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres certamente morrerás". (Gênesis 2.17). O termo morte aqui faz referência a morte espiritual, a qual afastou o ser humano do relacionamento ínitmo com Deus, onde a bíblia diz que Deus visitava o ser humano diariamente.
- A corrupção da natureza humana: O Ser humano agora herda a tendência ao pecado, ele agora é depravado, tem sua inclinação para o mal. O texto do apóstolo Paulo detalha na carta ao Romanos capítulo 3: "Porque todos pecaram e desituidos estão da glória de Deus".. "Não há um justo sequer, nem um sequer"...
- Dores, Sofrimentos e morte física: Após a queda o ser humano se tornou "ser mortal", então foi expulso do jardim do Éden. Agora estamos perdidos, alienados, buscando preencher essa ausência de direção. Em consequência a queda do homem toda a terra foi almadiçoada, no texto Gênesis 3 Temos:
Então o Senhor Deus disse à serpente: visto que isso fizeste, maldita és entere todos os animais dométicos e o és entre todos os animais selváticos, rastejarás sobre o teu ventre e comerás pó todos os dias da tua vida. Porei innimizade entre ti e a mulher, entre trua descendencia e o seu descendente. Este te ferirá e tu he ferirás o calcanhar. E à mulher disse: Multiplicarei sobremodo o sofrimento da tua gravidez, em meio de dores darás a luz filhos; o teu desejo será para teu marido, e ele te governará. E a Adão disse: Visto que atendeste a voz da tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, aldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o teu sustento durante os dias de tua vida. Ela prduzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás erva do campo. no suor do teu rosto comerás o pão até que tornes a terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás. (Gn 3.14-19)
O impacto do pecado tem diversas dimensões. O texto nos mostra que houve o rompimento da imortalidade do homem, pois ele agora está condenado a morte, além de ter todo o peso da culpa sobre suas costas e toda a relação causa e efeito que provém do pecado. Alguns problemas do pecado são denominados de "consequêcias naturais", ou seja, são decorrentes do pecado em uma sequência praticamente automática.
- Relacionamento com Deus: Um dos primeiros aspectos trata do relacionamento do homem com Deus. Existia uma relação próxima, amigável e de confiança com Deus. Ele os sustentava e conversava diariamente com eles, após o pecado houve o rompimento desse relacionamento, violando o mandamento e a confiança, consequentemente afastando o ser humano de Deus.
- Contenda com Deus: Pelo fato de Deus ser justo e bondoso em sua Essência, Ele agora passa a condenar o ser humano pelos seus atos pecaminosos e sua maldade. O texto de Oseias 9.15 Deus declara: "Todo o seu mal se acha em Gilgal; pois ali é que passei a odiá-los, eu os lançarei fora do meu templo por causa por causa das sua más obras"...
- Culpa: O sentimento de culpa é mais uma das consequências do pecado, um sentimento que muitas vezes nos assola quando cometemos algo que não é bom, que nos incomoda e as vezes até nos pertuba, tirando a nossa paz e mexendo com a nossa consciência.
- Punição: Uma consequência que muitos denominam de retribuição, algo que pode ser muito visível na teologia do AT, onde tudo era consequência de um determinado ato, se você agir de forma correta, será retribuído com bondade por isso, mas se agir de forma incorreta será retribuido de forma má, parece ser uma compreensão da Lei de Deus no AT. No novo testamento também encontramos uma forma dessa interpretaçao de causa x efeito no texto da carta de Paulo as Galátas Cap. 6.7 Diz:
Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna. E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos. Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé.
A punição passou a ser algo presente no Kosmos (mundo), onde existem consequencias para as ações que realizamos, Deus muitas vezes nos pune por atitudes que vão de encontro com a Sua vontade, por coisas que nos fazem errar o alvo.
Morte: Uma das consequência mais grave do pecado é a morte, Deus declarou essa questão ao ser humano na sua ordem de não comer da árvore conhecimento do bem e do mal (Gn 2.17). O apóstolo Paulo reforça essa questão na sua carta ao Romanos (Rm 6.23) "Porque o salário do pecado é a morte". O ser humano perdeu sua imortalidade a partir do momento do seu pecado, agora ele é destituido de sua condição de ser imortal para ser mortal, como efeito da sua desobediência a Deus.
Escravidão: Uma das consequencias internas do pecado é a escravidão, o pecado escraviza o ser humano, ele se torna dependente, viciado em pecar. Um pecado leva a outro e parece ser uma bola de neve que só aumenta a cada momento. Paulo fala ao Romanos que eles haviam sido "escravos do pecado" (Rm 6.17), mas através de Cristo saímos do domínio do pecado para a vida. "Porque se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres" (Jo 8.36).
Podemos entender que o pecado trouxe consequências que afetam diretamente o ser humano e toda a criação, tendo correlação com o mal moral e natural. Além de ser uma espécie de areia movedissa, ou bola de neve, quanto mais você entra no pecado mais afundado em maldade você fica, quanto mais peca, maior é a bola de neve das más ações, ele também distancia mais e mais o ser humano de Deus, causando o espaço para a maldade, que Agostinho definiu como a ausência do Bem.
O Alcance do Pecado
Uma das questões sobre o pecado é que ele é Universal, o que implica que todos os seres humanos a partir da queda do homem são pecadores e por consequências seres maculados pela maldade.
A Bíblia ensina em seus textos no Novo e Antigo Testamento sobre a maldade do homem. "E o Senhor viu que a maldade do homem na terra era grande e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era continuamente má" (Gn 6.5). Deus resolve eliminar o ser humano e os animais, devido a toda maldade da humanidade. "A terra, porém, estava corrompida diante de Deus e cheia de violência". (Gn 6.11).
No Novo testamento temos textos ainda mais claros sobre a universalidade do pecado e maldade:
Não há um justo, nem um sequer. Não há quem entenda; não há quem busque a Deus. Todos se desviaram; juntos se tornaram inúteis. Não há quem faça o bem nenhum sequer. (Rm 3. 10-12). Niniguém será justificado pelas obras da Lei. (v.20). Porque todos pecaram e estão destituídos da gloria de Deus". (v.23)
Fica muito bem exposto que a maldade e o sofrimento, alcançou não somente a humanidade, mais alcançou toda a criação de Deus, isso é refletido nos sofrimentos, tragédias naturais e não naturais, na natureza, na humanidade, nas relações da criação com o criador e em todo o universo. Em razão do alcance do pecado sofremos todas as consequências da inserção da maldade no kosmos. Talvez pela complexidade do entendimento dessa questão e da falta de conhecimento bíblico sobre o tema, muitos não compreendem as causas do sofrimento e da maldade que encontramos no mundo. A universalidade do pecado é algo que afetou a todos com apenas uma exceção, aquele que nunca conheceu o pecado e maldade, aquele que foi enviado para tirar o pecado do mundo, como diz o texto de 2Coríntios 5.21: "Aquele que nao conheceu o pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele fossemos feitos justiça de Deus". Jesus foi o único que não conheceu o pecado e a maldade.
Conclusão
Neste breve texto podemos observar um pouco mais sobre o que é conhecido na Teologia e na filosofia como Teodicéia, o dilema do mal. Tentamos trazer luz através da compreensão cristã sobre a Origem do mal, suas consequências para humanidade e para o kosmos.
Verificamos as diferenças entre o Mal Moral e o Mal Natural, as várias correntes de pensamentos sobre a origem do mal dentro da teologia e da filosofia, para que possamos compreender um pouco mais sobre o tema. Vimos que a maldade teve um ponto inicial no tempo e no espaço, como consequência ao ato de soberba e desobediência a Deus. Nesse contexto, observamos que o mal é resultado da ausência do bem, conforme o que Agostinho e Tomáz de Aquino defendia, que o mal em si só não existe, mas sim apenas como consequência da falta de bondade. Com isso, a nossa compreensão sobre as calamidades e sofrimentos existentes hoje, seria mais facilmente entendida a partir desse ponto, onde o distanciamento da humanidade do seu criador potencializa a maldade.
"Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito". (Rm 8.1)
Autor: Marcos Mizael Gusmão de Lima
Data: 29/08/22
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